Atenção, minha gente. Tem gente que vive dizendo: “Eu não gosto de política.” Pois escute bem: a política gosta de você, viu? Gosta tanto que manda na sua vida como o sol do sertão — você pode até reclamar, mas não tem como fugir.
Ela tá no preço do pão, no gás que só aumenta, na água que falta, no remédio que não chega, na estrada esburacada. Tá até naquele “acabou a ficha” do posto de saúde. E enquanto você luta pra pagar o básico, lá em cima tem gente metendo a mão até no dinheiro do aposentado e dos beneficiários do INSS. Bilhões que deveriam ir pra saúde, educação e transporte… sumindo como água em chão rachado.
E o povo? O povo esquece quem votou. E os políticos esquecem do povo. Ficam em Brasília brigando por cargo, como se fosse disputa pela última cadeira do ônibus lotado. Enquanto isso, você tá aí contando moeda pra comprar remédio.
E quem aparece? Sempre o mesmo: o político de vídeo, de meme, de gritaria. Aquele que promete o mundo, mas na hora de resolver, some — igual vizinho que diz “qualquer coisa, chama”, mas nunca aparece pra ajudar.
Quando o povo se afasta, quem toma conta é justamente quem não tá nem aí pra vida real. Mas quando o povo participa, cobra, pergunta, acompanha… a conversa muda. Político começa a andar na linha, igual menino quando vê o pai com o cinturão na mão.
E agora, preste atenção: No dia da eleição, naquele minuto em que você aperta o botão, você é o patrão. Você decide. Você pode demitir, admitir ou renovar.
É o único momento em que político fica mansinho, igual cachorro que derrubou o lixo e sabe que vai levar bronca. Porque naquele instante, o poder volta pra sua mão.
Então pense bem, minha gente: Se você não decide, alguém decide por você. E quem decide por você, geralmente não tá pensando em você.