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O Homem Sábio Sabe a Hora de Parar

Hoje eu quero prosear com vocês sobre uma historinha que parece simples, mas carrega uma lição daquelas que a gente leva pra vida inteira — e ainda dá pra rir um pouquinho no caminho.

Um pai e seu menino vinham caminhando pela estrada de barro, naquele passo manso de quem não tem pressa. De repente, começou um barulhão danado lá na frente: rangido, pancada, poeira subindo… parecia até que vinha um trio elétrico fora de época.

O menino, curioso que só, perguntou: — Pai, que barulho é esse? O pai nem pensou muito e respondeu: — É uma carroça… e tá vazia. O menino arregalou os olhos e retrucou: — E como o senhor sabe que tá vazia? É adivinho? O pai deu uma risadinha e disse: — Meu filho, carroça vazia é a que faz mais barulho.

Eita que essa resposta dá um tapa sem usar a mão.

Porque, vamos combinar, na vida da gente — seja na família, no trabalho ou na comunidade — sempre aparece alguém que fala demais, se exibe demais, quer aparecer mais que sol de meio-dia… mas quando a gente vai ver, não carrega nada dentro. É só barulho, só zoada, só poeira levantada.

E tem também aquele tipo de pessoa que já fez muito, já ajudou, já brilhou, já teve seu tempo… mas não aceita que o ciclo acabou. Aí continua insistindo, empurrando, ocupando espaço, fazendo barulho — mesmo quando já acrescentou bastante e agora era pra estar descansando a sombra de um juazeiro.

O homem sábio sabe a hora de parar. Sabe quando já deu. Sabe quando é hora de passar o bastão, abrir espaço e deixar o novo chegar.

Parar não é fraqueza. Parar não é derrota. Parar é maturidade. É humildade. É grandeza.

É entender que a vida continua, que a comunidade precisa de renovação, que ninguém é dono da estrada nem do tempo.

Quando a pessoa não aceita que seu momento passou, acaba atrapalhando o crescimento dos outros. A comunidade fica travada, igual carroça atolada no barro depois da chuva.

Por isso essa parábola é tão boa: Ela lembra que quem faz muito barulho nem sempre carrega alguma coisa. E que o valor de verdade está na serenidade de quem tem conteúdo, experiência e humildade.

Que cada um de nós aprenda a reconhecer o próprio tempo. E que, quando chegar a hora, a gente tenha coragem de parar — fechando seu ciclo com dignidade e deixando a vida seguir seu caminho.

E pra concluir, tem dois ditados que resumem tudo isso: Um diz que “o cemitério está cheio de insubstituíveis”, e o outro ensina que “se a gente não sabe a hora de parar, a vida para a gente.”

Então, meu amigo, minha amiga — pense bem: O sábio não faz barulho, ele faz história. E sabe a hora certa de deixar a estrada seguir.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.