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O Brasil não vive mais de “pobre contra rico”

Tem hora que parece que a política brasileira ficou presa no passado, como se o país ainda fosse aquele dos anos 80, dividido entre “pobres” e “ricos”. Só que o Brasil real não funciona mais assim. A vida é mais misturada, mais corrida, mais complexa. O povo quer trabalhar, pagar as contas, ter segurança, estudar e melhorar de vida — não ficar ouvindo discurso de guerra social.

E esse jeito de enxergar o país não aparece só em governo. Ele também aparece em falas de figuras ligadas ao meio político. Um exemplo que muita gente lembra é a declaração da filósofa Marilena Chauí, que disse: “Eu odeio a classe média.” Essa frase virou símbolo de uma visão que coloca a classe média como vilã, como se ela fosse um problema a ser combatido, e não parte essencial do país que paga imposto, movimenta a economia e sustenta o Estado.

Só que essa divisão simplificada não bate com a realidade. A classe média não é inimiga de ninguém. E o pobre não quer ser tratado como alguém que vai ser pobre pra sempre. Ninguém gosta de ser pobre. Ninguém quer viver dependendo de governo. Todo mundo quer subir um degrau, ter mais conforto, dar estudo pros filhos, comprar suas coisas com o próprio esforço.

E aí entra um ponto que muita gente comenta: governo não produz riqueza. Quem produz é o povo — trabalhador, comerciante, profissional liberal, empreendedor, autônomo. O governo arrecada e gasta. E muitas vezes gasta mal e expressivos montantes desaparece no ralo da corrupção. Mesmo assim, a classe média, que carrega o piano, quase nunca aparece no discurso político. É como se ela fosse invisível.

Outra coisa que esse discurso antigo ignora é que o Brasil mudou. Milhões de pessoas saíram da pobreza nas últimas décadas. Muita gente virou classe média, comprou casa, carro, colocou filho na faculdade, abriu negócio. O país ficou mais urbano, mais conectado, mais cheio de gente com ambição. Só que parte da política continua falando como se todo mundo estivesse parado no mesmo lugar.

Quando a conversa fica presa nessa história de “pobre contra rico”, o país perde. Porque a verdadeira saída — e isso qualquer pessoa que venceu na vida sabe — é educação. É estudo, qualificação, tecnologia, cultura. É isso que faz alguém mudar de faixa, subir de nível, ganhar autonomia.

O Brasil não cabe mais nessa conversa velha. O povo quer oportunidade, não rótulo. Quer respeito, não tutela. Quer crescer, não ser lembrado o tempo todo da própria dificuldade.

Enquanto a política não entender isso, vai continuar falando com um país que já não existe mais.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.