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O ALINHAMENTO POLÍTICO QUE NÃO ENTREGA RESULTADOS À BAHIA

A Bahia vive um paradoxo difícil de aceitar. É o estado mais fiel ao governo federal, deu mais de 70% dos votos a Lula, é o maior colégio eleitoral do Nordeste e está há vinte anos sob o mesmo grupo político. Com tanto alinhamento, era natural esperar prioridade em obras estruturantes. Mas o que se vê é o contrário: a Bahia segue sem duplicações federais, sem aeroportos regionais, sem exploração náutica da Baía de Todos os Santos e sem entregas compatíveis com sua importância.

O episódio da convenção do PT deixou isso evidente. Diante de Lula, o governador Jerônimo Rodrigues fez apenas um pedido: o VLT do Subúrbio. Um estado gigantesco, com carências profundas e regiões inteiras isoladas por falta de infraestrutura, reduz sua pauta a um único pleito. Isso não é estratégia — é falta de ambição.

Enquanto Ceará, Pernambuco, Paraíba e Alagoas avançaram em duplicações e contornos rodoviários, a Bahia continua com BRs extensas, perigosas e de pista simples. Rodovias que deveriam estar duplicadas há décadas permanecem abandonadas. E não é por falta de alinhamento político: é por falta de cobrança.

O turismo sofre ainda mais. A Bahia, o estado mais diverso do Brasil, não tem aeroportos regionais funcionando de forma integrada. Chapada Diamantina, Baixo Sul, Costa do Descobrimento, Litoral Norte, Extremo Oeste e Nordeste da Bahia dependem de longas viagens terrestres em estradas ruins. Estados vizinhos transformaram aeroportos regionais em motores de desenvolvimento; a Bahia ficou para trás.

E o maior símbolo desse abandono é a Baía de Todos os Santos. A maior baía do Brasil — e uma das maiores do mundo — deveria ser o coração do turismo náutico nacional. Poderia sediar competições internacionais, atrair cruzeiros, impulsionar marinas, esportes náuticos, rotas turísticas e integrar Salvador a dezenas de ilhas. Mas nada disso existe. A baía é tratada como paisagem, não como economia. E aí, claro, alguém sempre tenta lembrar: “Ah, mas e a ponte Salvador–Itaparica?” Pois é. Tinha esquecido. Mas já são vinte anos de promessas repetidas — e nenhuma obra.

Com Lula na presidência e Jerônimo no governo, esperava-se uma agenda robusta de infraestrutura. Mas nenhuma grande obra federal foi concluída. Rodovias seguem sem duplicação, aeroportos regionais abandonados, a Baía de Todos os Santos sem projetos, ferrovias paradas, portos estagnados e o VLT do Subúrbio ainda patinando.

O problema não é Brasília. O problema é a Bahia. Governadores fortes destravam obras federais; a Bahia, mesmo sendo o estado que mais entrega votos, não consegue transformar sua força política em desenvolvimento.

E diante desse histórico, a conclusão é inevitável: tiveram 20 anos. E agora mais quatro pra quê?

A Bahia tem peso, tem força, tem potencial. O que falta é governo. O alinhamento partidário existe, mas não entrega. E o estado segue esperando — há duas décadas — o desenvolvimento que nunca chega.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.