A política está presente na sua vida. Participar faz diferença.

LIDERANÇAS

Duas parábolas conhecidas ajudam a entender o que realmente significa liderar.

A primeira é a dos gansos. Quando voam em formação, revezam a liderança, ajudam os que estão cansados e mantêm o grupo unido até o destino final. A mensagem é simples: liderança não é poder, mas compromisso, cooperação e responsabilidade.

A segunda é a dos búfalos. Quando uma tempestade se aproxima, eles não fogem. Correm em direção a ela para atravessá-la mais rápido. A lição é clara: líderes enfrentam os problemas de frente e não abandonam seus liderados nos momentos difíceis.

Por isso, em qualquer democracia, a liderança não se impõe, se conquista. Ela nasce da confiança das pessoas, da coerência das atitudes e da capacidade de representar aqueles que acreditam em um projeto.

Os recentes acontecimentos da política brasileira trazem essa reflexão para o centro do debate. Após a derrota eleitoral, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta questionando o resultado das urnas e apresentou-se como líder do país. Ao mesmo tempo, deixou o Brasil alegando receios em relação a decisões judiciais que afetariam seus direitos, especialmente após medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

É legítimo que existam diferentes interpretações sobre sua saída do país. Muitos de seus apoiadores entendem que havia razões concretas para essa decisão. No entanto, para uma parcela significativa da população, um líder que recebeu cerca de 60 milhões de votos deveria, antes de qualquer coisa, agradecer aos eleitores, liderar sua oposição dentro das instituições e transformar a força recebida das urnas em ação política organizada.

A história oferece exemplos marcantes desse comportamento. Ulysses Guimarães, principal símbolo da redemocratização brasileira e um dos grandes responsáveis pela Constituição de 1988, enfrentou perseguições, pressões e momentos de tensão sem abandonar a luta política. Em um episódio ocorrido em Salvador, ao ser hostilizado durante uma manifestação, teria respondido com firmeza: “Respeite o líder da oposição do Brasil.” Não era uma defesa pessoal, mas a defesa da representação de milhões de brasileiros que pensavam diferente do governo da época.

Enquanto o país acompanha as discussões sobre STF, Senado, anistias, indultos e o equilíbrio entre os Poderes, torna-se cada vez mais evidente que a principal trincheira democrática está no Congresso Nacional. É ali que devem ser debatidas reformas constitucionais, aperfeiçoamentos no sistema eleitoral, regras para a composição dos tribunais superiores, responsabilidade fiscal e outros temas fundamentais para o futuro do país.

Conclusão

No fim das contas, a verdadeira liderança é colocada à prova não nas vitórias, mas nas derrotas. É fácil liderar quando se vence. Difícil é permanecer firme quando surgem obstáculos, críticas e adversidades.

Os gansos ensinam a permanecer junto do grupo durante a viagem. Os búfalos ensinam a enfrentar a tempestade. A política não deveria ser diferente.

O Brasil precisa de líderes que enfrentem os desafios de frente, respeitem as instituições, defendam suas ideias com coragem e permaneçam ao lado daqueles que lhes confiaram milhões de votos. Porque o poder pode ser concedido pelas urnas, mas a liderança verdadeira só é conquistada pelo exemplo, pela coragem e pela história.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.