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BRASÍLIA S.A.: QUANDO TUDO VIRA MOEDA DE TROCA

Enquanto o país enfrenta inflação, juros elevados, crescimento fraco e contas públicas deterioradas, Brasília parece preocupada com outra agenda: a do poder.

As articulações em torno de um possível acordo envolvendo impeachment de ministros do STF, anistia a Jair Bolsonaro e a disputa pela presidência do Senado revelam um vício antigo da política brasileira: transformar instituições em moedas de troca. O que deveria ser matéria constitucional e jurídica passa a ser tratado como ativo de negociação.

O discurso é de pacificação. A prática sugere conveniência. Não há pacificação quando princípios republicanos são subordinados a interesses eleitorais. Há apenas um arranjo entre grupos políticos para ampliar espaços de poder.

A contradição é gritante. Enquanto técnicos do próprio Senado alertam para a necessidade de ajuste fiscal e para os riscos econômicos à frente, a elite política dedica suas energias a acordos de sobrevivência e reeleição. O Brasil real debate emprego, renda e custo de vida. Brasília debate quem ficará com as chaves do poder.

O mais grave não é a negociação em si. Democracias negociam. O problema é quando a lei, as instituições e até a ideia de justiça passam a integrar o cardápio das barganhas políticas. Nesse ambiente, a sociedade conclui que existem duas regras: uma para o cidadão comum e outra para os poderosos.

Quando anistias, cargos e interesses corporativos ocupam o centro da agenda nacional, a República deixa de servir ao povo e passa a servir a si mesma. E toda vez que isso acontece, a democracia perde um pouco de sua credibilidade.

O Brasil precisa de estadistas. O que continua produzindo são especialistas em negociar poder.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.