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“A BAHIA PRECISA MUDAR”

Minha gente, hoje o assunto é daqueles que mexem com o coração e com a vida de cada baiano. Vamos conversar de forma clara, direta, como quem fala na feira, na calçada ou na beira da estrada. É sobre a Bahia, sobre o nosso povo e sobre como o estado tem caminhado — ou deixado de caminhar — nos últimos anos.

A Bahia é terra de gente forte, trabalhadora, cheia de fé e esperança. Mas também é terra que tem sofrido com problemas que parecem nunca acabar: saúde frágil, educação que não avança como deveria, violência que tira a paz, renda baixa, emprego informal, estrada ruim, e muita gente dependendo de programas sociais pra sobreviver.

E agora, vamos colocar tudo isso na mesa.

Saúde: o povo sente na pele

A saúde é onde o baiano mais sofre. Filas longas, dificuldade pra marcar consulta, exames demorados, hospitais lotados. A mortalidade infantil e materna ainda fica acima da média do Brasil, e muita cidade do interior vive com estrutura mínima.

Comparando com o Nordeste, a Bahia tem porte médio, mas não consegue entregar o mesmo resultado de estados como Ceará e Pernambuco, que avançaram mais rápido na atenção básica e na gestão hospitalar.

Saúde é vida — e vida não pode esperar.

Educação: IDEB ainda abaixo do que o povo merece

O IDEB mostra que a Bahia segue abaixo da média nacional. Nos anos iniciais e finais, a gente fica no meio do Nordeste, mas atrás de estados que viraram referência.

Educação fraca significa futuro mais difícil. E o povo sabe que sem escola boa, o caminho fica mais estreito.

Violência: uma ferida aberta

A Bahia aparece entre os estados com mais homicídios do país. É uma dor que atravessa bairros, famílias e sonhos.

No Nordeste, a situação é parecida com a de outros estados grandes, mas ainda assim preocupante. Segurança é coisa séria — e sem ela ninguém vive tranquilo.

Endividamento:

A dívida do estado é grande. Limita investimento e deixa pouca margem pra melhorar serviços públicos — inclusive saúde e educação.

Competitividade: Bahia tem força, mas falta estrutura

A Bahia tem mercado, tem gente, tem localização boa. Mas perde pontos em infraestrutura, educação, inovação e segurança.

É como ter um jegue forte, mas com pouca comida: ele até anda, mas não chega longe.

Estradas: BR duplicada ainda é pouca

Poucos trechos duplicados. Isso atrasa transporte, aumenta acidentes e encarece tudo — do feijão ao frete.

Comparando com o Sul e Sudeste, a diferença é grande. No Nordeste, a situação é parecida, mas ainda falta muito pra melhorar.

Renda: o baiano ganha menos que a média do Brasil

A renda média é baixa. No Nordeste, a Bahia fica no meio, mas ainda longe dos estados mais desenvolvidos.

Carteira assinada: muito trabalho, pouca formalização

A Bahia tem muita gente trabalhando, mas muita gente sem carteira assinada. É o famoso “trabalha, mas não tem direito”.

Bolsa Família: a Bahia lidera o país

É o estado com mais beneficiários do Bolsa Família. Isso mostra a necessidade do programa, mas também revela a quantidade de famílias que ainda vivem na luta, num ciclo que perdura por gerações.

Conclusão: A Bahia precisa mudar — e o povo sabe disso

Agora, minha gente, é aqui que entra a reflexão mais pesada.

Depois de vinte anos de governo do PT na Bahia, mesmo com o estado alinhado ao governo federal do mesmo partido em boa parte desse período, problemas básicos continuam sem solução.

O alinhamento político, que muita gente acreditou que traria mais investimento, mais cuidado e mais desenvolvimento, não foi suficiente para melhorar de forma significativa as condições de vida dos baianos. A saúde continua sofrida. A educação não avançou como deveria. A violência cresceu. A renda continua baixa. A informalidade é alta. E a dependência de programas sociais permanece enorme.

A Bahia é gigante. Tem cultura, tem história, tem povo trabalhador. Mas precisa de mudança — mudança real, mudança sentida no dia a dia, mudança que chegue na mesa, na escola, no hospital, na segurança e no bolso do trabalhador.

E essa mudança começa quando o povo entende a realidade, cobra, participa e decide não aceitar menos do que merece.

MUDAR É PRECISO

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.