A política está presente na sua vida. Participar faz diferença.

NEM SEMPRE QUEM CRITICA É O INIMIGO

Ao longo da minha vida profissional, ocupando cargos de gerência, aprendi uma lição que carrego até hoje. Em muitas reuniões e decisões importantes, sempre havia pessoas prontas para bater palmas para tudo o que o gerente dizia ou fazia. Confesso que isso sempre me causou estranheza.

Não porque eu esperasse oposição permanente, mas porque sabia que nenhuma pessoa, por mais preparada que seja, está certa o tempo todo. Por isso, eu costumava valorizar muito mais aquele colaborador que tinha coragem de discordar, apontar riscos ou mostrar uma visão diferente. Quando a crítica era feita com respeito e intenção construtiva, ela se tornava uma ferramenta valiosa para evitar erros e melhorar decisões.

Na vida pública não deveria ser diferente.

Vivemos tempos em que a divergência passou a ser confundida com inimizade. Quem pensa diferente muitas vezes é tratado como adversário a ser eliminado, e não como alguém que pode contribuir para o debate. No entanto, são justamente as sociedades mais maduras que entendem que o contraditório fortalece as decisões e aperfeiçoa os caminhos escolhidos.

Recentemente, li dois textos que reforçam exatamente essa reflexão. Um deles defendia a necessidade de o Brasil reaprender a discordar. Concordo plenamente. A democracia não exige unanimidade. Ao contrário, ela se sustenta na convivência entre diferentes visões, opiniões e projetos. O que não podemos aceitar é transformar toda divergência em um confronto permanente.

As eleições ficaram para trás. Agora é hora de pensar no país. O Brasil enfrentará anos desafiadores e precisará de responsabilidade, diálogo e capacidade de construir consensos mínimos em torno dos grandes temas nacionais.

Não existe governo milagroso. Não há solução mágica para problemas complexos. O que existe são governos capazes de criar um ambiente favorável ao crescimento, ao aumento da produtividade, aos investimentos e à geração de oportunidades. Uma economia que cresce oferece às pessoas condições melhores para trabalhar, empreender, produzir e prosperar.

Por isso, mais do que torcer por governos ou partidos, deveríamos torcer pelo Brasil. E isso passa por aprender a ouvir críticas, aceitar opiniões diferentes e compreender que nem sempre quem critica é o inimigo. Muitas vezes, é justamente quem está tentando evitar que cometamos erros.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.