A política está presente na sua vida. Participar faz diferença.

O MEU VOTO É A MINHA VOZ

No Brasil, o voto deixou de seguir a cartilha dos caciques políticos. O eleitor acordou. A vida deles acontece nos municípios, na lida diária, no chão quente da rua, e não nos gabinetes luxuosos de Brasília, onde o ar-condicionado é gelado, o tapete é felpudo e as benesses do poder fazem qualquer um esquecer como vive o povo.

Fidelidade partidária? Virou cerca velha de sítio: existe, mas ninguém respeita. Está nos estatutos, toda bonitinha, mas vale menos que promessa de político em véspera de eleição.

O PSD é um espetáculo à parte. Nacionalmente, tem candidato, bandeira, hino e até manual de boas maneiras. Mas na Bahia, o presidente estadual já avisou que o partido está com Lula e Jerônimo. É como se dissesse: “Aqui é outro planeta. O PSD nacional que se vire.”.  E por outro lado, o candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) já declarou apoio na Bahia a ACM NETO (União Brasil).

Outros partidos entraram na moda da “neutralidade”, que é só um jeito educado de dizer: “Não vou me meter nessa confusão. Cada estado que se vire.” Neutralidade virou estratégia. Fidelidade, só no papel — e olhe lá.

O PL da Bahia então fez pirueta digna de vaquejada. Jonga Bacelar, do próprio partido, num dia estava no palanque de Jerônimo (PT); no outro fez uma declaração pública afirmando o seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e ACM Neto (União Brasil). Mudou de lado mais rápido que bode quando escuta tampa de balde batendo.

E tem o detalhe: dirigentes do PT da Bahia já estão inquietos com o crescimento do voto “Lula lá, ACM Neto cá”. Tanto que esperam que Lula, na próxima visita ao estado, peça explicitamente: “Quem vota em mim, vota em Jerônimo.” Mas o eleitor já conhece essa conversa antiga. Não cola mais.

E o eleitor da zona rural? Esse está achando tudo ótimo. Olha a bagunça e diz, com a calma de quem sabe o que quer: “Oxente, se eles escolhem quem querem, eu também vou escolher. A escolha do voto é minha. Vou votar em quem eu quiser, de qualquer lado. Não vou ficar preso em partido nenhum.”

No fim das contas, estatutos viraram papel picado, fidelidade partidária virou poeira de estrada, e o eleitor aprendeu a lição que os próprios partidos ensinaram: na hora do voto, cada um por si — e quem quiser que corra atrás. A nossa realidade é outra.

Voto casado? Estou fora. Errar uma vez é humano; duas é burrice. Aqui ninguém é encabrestado. A escolha é minha — e é no município que a vida acontece.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.