A política está presente na sua vida. Participar faz diferença.

“QUEM TEME O DEBATE, TEME O ELEITOR.”

Há candidatos que tratam debates como se fossem tempestades inesperadas: olham para o céu, veem nuvens e imediatamente correm para dentro de casa. Dizem que não vale a pena sair, que “vai chover bobagem”, que o clima não está bom, que o guarda‑chuva não combina com o figurino. Mas o eleitor percebe quando alguém foge da chuva porque sabe que não sabe nadar.

Debate não é bobagem. Bobagem é achar que o eleitor não merece ver quem pretende governar sendo confrontado, questionado e desafiado. É curioso: alguns candidatos passam meses dizendo que têm as melhores ideias, as melhores propostas, a melhor equipe — mas basta aparecer um palco com microfones iguais para todos que, de repente, o discurso muda. “Não vou me misturar”, “não vou perder tempo”, “não vou discutir trivialidades”. A ironia é que, ao tentar parecer superior, acabam parecendo apenas inseguros.

Porque quem tem convicção não teme perguntas. Quem tem preparo não teme improviso. Quem tem projeto não teme contraditório. Fugir do debate é como fugir de prova oral: você pode até escapar da sala, mas não engana o professor — e, no caso da política, o professor é o eleitor.

E há ainda o detalhe mais saboroso: quando alguém diz que não vai ao debate porque “não quer discutir bobagens”, está dizendo, sem perceber, que considera bobagem tudo aquilo que o público quer ouvir. Saúde, educação, segurança, economia… bobagens? Não. Bobagem é achar que governar é só aparecer em vídeo bem editado, sem enfrentar perguntas que não foram previamente aprovadas pela assessoria.

No fim, a ausência vira um atestado. Não de superioridade, como alguns tentam vender, mas de desconforto. Desconforto com o confronto, com a transparência, com a imprevisibilidade — elementos que fazem parte da vida real, aquela que o eleitor vive todos os dias.

Quem teme o debate, teme o eleitor. E o eleitor, quando percebe isso, raramente esquece.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.