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Presidente, respeite o Messias

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de indicar novamente Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, “doa a quem doer”, reacende um debate que vai além da política do dia: trata-se de respeito institucional e, sobretudo, de respeito ao próprio indicado.

Jorge Messias é um jurista de trajetória sólida, reconhecido por sua formação e por sua atuação técnica. Justamente por isso, causa estranheza vê-lo colocado no centro de um embate político que nada tem a ver com sua competência. Sua rejeição no Senado — a primeira em mais de 130 anos — não se deu por falta de currículo, mas por um ambiente político contaminado, como o próprio presidente afirmou. Ainda assim, é preciso reconhecer: o Senado exerceu sua prerrogativa constitucional. Democracia é isso — pesos, contrapesos e limites ao poder de qualquer governante.

Ao insistir na recondução imediata do nome de Messias, o presidente arrisca transformar um jurista respeitado em peça de um jogo político desgastante. E é justamente por respeito à sua biografia que muitos consideram que Messias deveria declinar do convite. Aceitar a indicação pela segunda vez, nessas circunstâncias, pode colocar em xeque a independência que se espera de um ministro do STF e ainda aprofundar tensões entre Executivo e Senado.

O presidente indica, sim. Mas o Senado sabatina, avalia e pode recusar. É assim que funciona em qualquer democracia madura. Repetir a indicação sem recompor pontes políticas não fortalece instituições — apenas expõe o indicado a novo desgaste.

Se o objetivo é defender o interesse público, como disse o presidente, então é preciso começar respeitando as regras do jogo e, sobretudo, respeitando o próprio Messias, cuja trajetória merece ser preservada acima das disputas momentâneas.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.