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Desenrola 1, Desenrola 2… e Continue Enrolado

Minha gente, eu estava ouvindo a fala do presidente ontem e fiquei matutando. A gente vive num país onde tudo vira programa com nome bonito, promessa ajeitada, propaganda animada… mas quando chega no bolso do povo, o aperreio continua o mesmo. Parece até aquelas histórias de enrola, desenrola e no fim das contas a corda arrebenta sempre do lado mais fraco.

O que muita gente comenta por aí é que o governo tem apostado num caminho perigoso: empurrar a população, principalmente a classe média, pra dentro de empréstimo caro. É crédito pra cá, crédito pra lá, tudo com juros que só de olhar já dá dor de cabeça. E o pior: incentivando o povo a pegar dinheiro pra pagar conta de luz, água, supermercado. Minha gente, isso não é solução, isso é desespero. Economista nenhum precisa explicar que viver de empréstimo pra cobrir gasto básico é como tapar o sol com a peneira. Uma hora esquenta demais.

E aí veio o consignado, aquele empréstimo que já desconta direto da folha. Os bancos adoram, né. Dinheiro garantido, risco quase zero. Teve até autoridade do governo dizendo pra população “pegar o empréstimo”. O povo escuta isso e pensa que é vantagem. Mas vantagem pra quem? Porque pra quem trabalha, o salário já chega pela metade, e o resto vai embora antes do mês acabar.

Enquanto isso, cresce o número de pessoas recebendo benefício social. Tem cidade grande no país onde tem mais gente no Bolsa Família do que com carteira assinada. Isso levanta um debate danado: como é que a conta fecha? Porque benefício é importante, claro que é. Tem muita família que só bota comida na mesa por causa disso. Mas quando o número de quem depende cresce mais rápido do que o número de quem produz, o país fica mancando. E como todo mundo sabe, benefício não cai do céu. É vale gás, vale luz, vale isso, vale aquilo… e alguém tem que pagar essa conta.

O povo quer trabalhar, quer viver com dignidade, quer sustentar a família com o suor do próprio rosto. Quem tá em situação de vulnerabilidade precisa e merece apoio, isso ninguém discute. Mas transformar benefício em muleta permanente não resolve o problema. Só adia.

E aí, no meio desse rolo todo, vem mais um programa pra renegociar dívida, perdoar, parcelar, zerar. É como se o país estivesse sempre começando do zero, mas o zero nunca chega. A ironia é que parece que a solução final seria anistiar tudo: dívida, erro, gasto, promessa… e começar um Brasil novinho em folha. Mas a vida real não funciona assim. Dívida não some, só muda de bolso. E o bolso, quase sempre, é o do povo.

Mas ainda há um fio de esperança. Porque voto muda, e quando o voto muda, a democracia se fortalece. É o povo dizendo que quer outro rumo, que quer ser ouvido, que quer viver com dignidade. No fim das contas, é o voto que desenrola o país de verdade.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.