Boa tarde, minha gente. Tem palavra que só aparece quando o caldo entorna: patriotismo. É impressionante. Basta o clima político ficar pesado que, de repente, todo mundo vira torcedor da pátria. Parece até propaganda de Copa do Mundo.
Porque você sabe como é: toca aquele hino emocionante, mostram gols de 20 anos atrás, lembram conquistas que ninguém mais tem idade pra repetir… e pronto. A gente até esquece que o time anda tropeçando. É o famoso “olha ali o passado brilhando, não repara no presente, não”.
Na política, funciona igual. Quando falta resultado, sobra bandeira. Quando falta solução, sobra discurso sobre “grandeza nacional”. É quase um replay automático: troca-se a conversa difícil pela emoção fácil.
Mas patriotismo de verdade não é isso. Não é trilha sonora épica, não é montagem bonita, não é nostalgia de tempos melhores. Patriotismo é viver com dignidade. É ter serviço público que funciona, é ter respeito no dia a dia, é ter futuro — não só lembrança.
E, convenhamos, dignidade não se produz com edição de vídeo. Nem com discurso inflamado. Ela se constrói no básico, aquele básico que não aparece em propaganda nenhuma.
Então, quando vierem com patriotismo embalado igual comercial de Copa, vale a pena perguntar: “tá bonito, tá emocionante… mas resolve o quê?”. Porque emoção passa. Dignidade, não.