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Sem Prumo e Sem Rumo

Minha gente, o Brasil tá parecendo carro velho em estrada de barro: treme, range, engasga… e ninguém sabe se chega no destino ou se fica pelo caminho. E o motorista? Ah, esse parece que perdeu o mapa, o GPS e até o juízo.

Agora inventaram mais um aumento na conta de luz. A justificativa é sempre a mesma: “os reservatórios tão baixos”. Pois é… quando falta água, ligam as termoelétricas, que são mais caras que bode de raça. E quem paga? O povo. Sempre o povo.

Mas aí vem a parte mais engraçada — engraçada se não fosse trágica. O Nordeste tá abarrotado de energia solar. Tem sol que não acaba mais. Tem fazenda solar que parece mar de placa brilhando. Tem produtor que investiu cada tostão acreditando no futuro da energia limpa.

E o que acontece? A energia tá lá, prontinha, limpinha, baratinha… e não pode ser usada.

É como ter um pote de doce de leite na mesa e ouvir: “Pode olhar, mas não pode comer.”

Dizem que falta linha de transmissão. Que a energia não tem por onde viajar. Que o fio não chega. Que o cabo não aguenta. Ora, minha gente… isso não é novidade. Isso não caiu do céu ontem. Todo mundo sabe que o Nordeste virou potência solar. Todo mundo sabe que precisava investir em transmissão. Mas parece que planejamento virou palavra proibida.

Enquanto isso, o governo abre a torneira dos gastos como quem abre cacimba em época de seca: sem medir profundidade, sem saber se tem água, sem saber quem vai pagar a conta depois. O importante é anunciar, prometer, distribuir, agradar. Resolver mesmo… aí já é outra história.

E o povo fica olhando, desconfiado, porque já viu esse filme antes. Tem hora que parece que certas decisões são feitas mais com o olho na urna do que com o olho no futuro. Como já foi dito por um político famoso, numa frase que o Brasil inteiro conhece: “Fazemos o diabo pra ganhar as eleições.”

E quando se governa assim, minha gente, sem prumo e sem rumo, a conta chega. E chega alta. E quem paga? O mesmo de sempre: o trabalhador, o agricultor, o aposentado, o povo que rala no sol — esse mesmo sol que poderia estar iluminando o país inteiro, se deixassem.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.