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Quando os Poderes Perdem o Fio da Meada

O Brasil vive um daqueles momentos em que todo mundo percebe que algo não está encaixando. As falas recentes do Executivo e do Judiciário mostram que a crise não é de agora — ela só ficou impossível de esconder.

Quando o presidente diz que quer entender “onde nós falhamos como democratas”, ele coloca em voz alta uma sensação que já vinha crescendo. Mas essa reflexão aparece justamente quando pesquisas mostram seu adversário avançando. Para muita gente, isso soa como um reconhecimento tardio de que o discurso não conversa mais com a realidade de quem está lá fora, especialmente a juventude que busca trabalho, futuro e oportunidades reais.

Enquanto isso, o Congresso segue preso em disputas internas, sem conseguir oferecer respostas claras. É um Legislativo que reage mais do que age, e num país cheio de urgências, essa ausência pesa.

No Judiciário, ministros admitem que há uma crise de confiança. Quando figuras de dentro do próprio Supremo dizem que a situação é grave e precisa de autocrítica, é porque a instituição já sente o desgaste. E episódios envolvendo relações pessoais de autoridades com empresários só alimentam a percepção de que a Justiça está vulnerável a influências que não deveriam existir.

No fim das contas, os três Poderes parecem ter perdido o fio da meada. A sociedade mudou, o mundo mudou, e as instituições ficaram para trás. A juventude quer coerência, transparência e futuro — e não encontra isso com facilidade. O país só sai desse labirinto do mesmo jeito que entrou: pela porta da política. Não existe atalho, não existe salvador, não existe solução mágica. Democracia se corrige com participação, com pressão da sociedade e, principalmente, com voto. É na urna que o rumo muda, que a mensagem chega, que o sistema escuta. Pode parecer pouco, mas é justamente isso que mantém tudo de pé. A democracia só funciona quando a gente usa as ferramentas que ela oferece.

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LIVROS

Tidinha uma história de família

A história contada neste livro teve início em meados da década de 1940, na antiga Vila do Cumbe – hoje município de Euclides da Cunha – a partir da união entre Glicério Lívio de Abreu e Hilda Campos Silva, carinhosamente chamada por todos de Tidinha.

Seguindo em frente

“Seguindo em frente” conta uma história real de um casal oriundo do sertão agreste baiano, tendo como principal personagem Tidinha, uma mulher destemida e carismática que, por meio da sua união com Glicério, formou uma numerosa família de nove filhos.

Testagrossa: Uma história de lutas

A No título do livro utiliza-se a palavra “lutas” para fazer menção às diversas lutas travadas por Toinho, não apenas aquelas que exigiram punhos cerrados e valentia, mas também as que testaram sua determinação, seus conflitos internos, sua compaixão e sua fé na humanidade, já que, embora ele sempre tenha sido apontado como uma pessoa de temperamento forte e “brigão”, ele foi de fato uma pessoa justa, protetora, carinhosa e prestativa, que sempre buscou ajudar todos ao seu redor. E foi assim que Toinho conquistou o respeito e a admiração de todos.